A Literatura Egípcia

A literatura Egípcia, apesar de ser muito rica, é um objeto de estudo muito “recente” em comparação a literatura de outras civilizações da antiguidade clássica. Isso se deve ao fato de ser uma escrita muito complexa e por esse motivo só começou a ser “desvendada” aos mandos de Napoleão Bonaparte quando executou a dominação do Egito.

A partir desse incentivo, por parte de Napoleão, cientistas franceses começaram a estudar a escrita hieroglífica, até que em 1822, em pleno século XIX, o francês Jean François Champollion começou a decifrar algumas escrituras.

Podemos perceber o quanto é novo esses estudos em torno da escrita dos hieróglifos, pois se tratando de uma civilização que teve suas origens a mais de 3150 a.C, ter apenas no século XIX um início de estudo é algo surreal.

Os egípcios aplicavam a sua escrita em diferentes materiais como ostracas (pequenos pedaços de pedra) textos mais ligados a religião e em papiros (folhas de uma planta) os que tinham um caráter mais filosófico como contos, romances, e hinos religiosos. Ambos os casos dificultam o encontro de textos literários por inteiro, pois são materiais que facilmente se dispersam e se deterioram, atrapalhando assim o conjunto da obra e a interpretação de tais fatos ali retratados.

A maioria das fontes históricas escritas é de origem anônima, a não ser aquelas que pretendiam transmitir algo a população. Nesse caso os textos são associados a tal personalidade (um faraó, ou um escriba).

Assim como em outros campos da cultura Egípcia como a sociedade, a política, a economia, a literatura também não fica de fora, e tem como principal característica, assim como os outros campos citados, a religião. Uma das mais antigas manifestações da escrita hieroglífica é encontrada em pirâmides e túmulos, o que nos faz observar a ligação da escrita com a religião.

A partir disso podemos citar várias obras que norteiam todo esse pensamento como “Canção do harpista” que quer transmitir à população a descrença na vida após a morte, e sugere o aproveitamento da vida. “Dialogo de um Misantropo com sua alma” que serve como um desabafo contra as injustiças da vida. “Hino a Amon Rá”, deus dos deuses, onde exalta a grandeza do deus Amón e o “Canto Triunfal de Ramsés II” que exalta os feitos do Faraó Ramsés II, que apesar de ser um humano tinha sua imagem, por ser faraó, vinculada ao divino.

Já as obras literárias encontradas no papiro, podemos citar o “livro dos mortos” que é uma reunião de textos que tinha como objetivo moralizar a população.

Porém a literatura Egípcia não se restringiu apenas a religião e o cotidiano. Ela também auxliou o surgimento e o crescimento da ciência em suas várias vertentes como a astronomia, a matemática e até mesmo a medicina. Todas essas áreas de influência da ciência são muito gratas ao desenvolvimento da escrita hieroglífica. Com ela os ensinamentos de técnicas, teorias cientificas em suas mais variadas formas, ficaram mais fáceis de serem divulgadas à população.

Texto de Pedro Augusto Rezende Rodrigues
Fontes:
http://www.historiadomundo.com.br/egipcia/literatura-egipcia.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Antigo

Egito http://rosabe.sites.uol.com.br/litant.htm    

Henrique Fonseca – Lupa Literária
@henriquefonse – @LupaLiteraria

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